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Eclesiastes - Capítulos 1 a 12
Estudo de Eclesiastes
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O OBJETIVO DE UM SITE DO LIVRO DE ECLESIASTES
 
Desde um certo tempo da minha vida, eu sempre faço citações e cometários a respeito do Livro de Eclesiastes, então resolvi criar esse site com informações diversas sobre Eclesiastes com o unico objetivo de servir como consulta sobre o tema e divulgação do mesmo.

O LIVRO DE ECLESIASTES

No livro de Eclesiastes estão registrados os pensamentos do "Sábio", um homem que meditou profundamente sobre a vida humana, com as suas injustiças e decepções, e concluiu que "tudo é ilusão". O Eclesiastes é o livro do homem sem Deus. Deus não acusa esse homem, mas deixa que ele fale dos seus sucessos e insucessos, do seu pessimismo e otimismo, da sua esperança e desespero.

Mas esse homem se volta para Deus e descobre verdades consoladoras. O "Sábio" aconselha os jovens a se lembrarem do seu Criador nos dias da sua mocidade, antes que o corpo volte para o pó da terra, e o espírito volte para Deus, que o deu (#Et 12.7). E no final do livro o "Sábio" afirma: "De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos e até daquilo que fizermos em segredo, seja o bem ou o mal"

O LIVRO DE ECLESIASTES - II

Este pequeno livro intitulado "Palavras de Coélet, filho de Davi, rei em Jerusalém". A palavra "Coélet" (cf. 1.2,12 ; 7.27; 12.8-10) não é um nome próprio, e sim um substantivo comum usado às vezes com artigo; embora feminino em sua forma, constrói-se com o masculino. Conforme a explicação mais verossímil, é um nome de ofício e designa aquele que fala na assembléia (qahal, em grego ekklesia; daí os títulos latino e português, transcritos da Bíblia grega), numa palavra, "o Pregador". É chamado "filho de Davi e rei em Jerusalém" (cf. 1.12) e, embora o nome não seja mencionado, ele é certamente identificado com Salomão, ao qual o texto com certeza faz alusão em 1.16 (Cf. 1 Rs 3.12; 5.10-11; 10.7 e 2.7-9 (cf. 1 Rs 3.13; 10.23). Mas essa atribuição não passa de mera ficção literária do autor, que põe suas reflexões sob o patrocínio do mais ilustre dos sábios de Israel. A linguagem do livro e sua doutrina, impedem de situá-lo antes do Exílio. Muitas vezes se tem contestado a unidade de autor e distinguido duas, três, quatro e até oito mãos distintas. Todavia, cada vez mais vai renunciando a uma fragmentação que desconhece o gênero e o pensamento do livro e que é desmentida pela unidade de estilo e de vocabulário. Mas ele foi editado por um discípulo, que acrescentou os últimos versículos (12.9-14).

Como em outros livros sapienciais, o pensamento vai e vem, se repete e se corrige. Não há um plano definido; mas trata-se de variações sobre um tema único, a vaidade das coisas humanas, que é afirmada no começo e no fim do livro (1.2 e 12.8). Tudo é decepcionante: a ciência, a riqueza, o amor, até mesmo a vida. Esta não é mais do que uma série de atos incoerentes e sem importância (3.1-11), cujo fim é a velhice (12.1-7) e a morte, a qual atinge igualmente os sábios e néscios, ricos e pobres, animais e homens (3.14-20). O problema de Coélet é o de Jó: o bem e o mal têm sua sanção aqui na terra? E a resposta de Coélet, como a de Jó, é negativa, pois a experiência contradiz as soluções correntes (7.25--8.14). Só que Coélet é um homem de boa saúde e não pergunta, como Jó, pelas razões do sofrimento, e se consola gozando das modestas alegrias que a existência pode dar (3.12-13; 8.15; 9.7-9). Digamos, antes, que procura consolar-se, pois vive totalmente insatisfeito. O mistério do além o atormenta, sem que ele vislumbre uma solução (3.21; 9.10; 12.7). Mas Coélet é um homem de fé e, embora fique desconcertado com o rumo que Deus dá aos assuntos humanos, afirma que Deus não tem de prestar contas (3.11,14; 7.13), que se devem aceitar de sua mão tanto as provações como as alegrias (7.14), que é preciso observar os mandamentos e temer a Deus (5.6; 8.12-13).

É claro que esta doutrina está longe de ser coerente. Mas em vez de repartir seus elementos entre os diversos autores que se corrigiriam ou cairiam em contradição, não seria melhor atribuir suas incoerências a um pensamento inseguro de si mesmo, porque aborda um mistério insondável sem possuir os elementos da solução? A Coélet, como a Jó, só se pode dar uma resposta mediante a afirmação de uma sanção de além túmulo.

O livro tem um caráter de uma obra de transição. As certezas tradicionais são abaladas, mas por enquanto nada de seguro as substitui. Nesta encruzilhada do pensamento hebraico, tem-se procurado discernir as influências estrangeiras que teriam agido sobre Coélet. É preciso recusar as aproximações muitas vezes propostas com as correntes filosóficas do estoicismo, epicurismo e cinismo, que Coélet teria podido conhecer por intermédio do Egito helenizado; nenhuma dessas aproximações é convincente, e a mentalidade do autor se distancia muito das dos filósofos gregos. Têm-se estabelecidos paralelos, mais válidos ao que parece, com certas obras egípcias como o Diálogo do desesperado com sua alma ou os Cantos do harpista e, mais recentemente, com a literatura mesopotâmica de sabedoria e com a Epopéia de Gigamesh. Mas não se consegue demonstrar a influência direta de nenhuma dessas obras. Os contatos se dão em temas que são por vezes muito antigos e que se tinham tornado patrimônio comum da sabedoria oriental. Foi sobre esta herança do passado que Coélet exerceu sofre reflexão pessoal, como o diz seu editor (12.9).

Coélet era um judeu da Palestina, provavelmente de Jerusalém. Escreve num hebraico tardio, repleto de aramaísmos e emprega dois termos persas. Isso supõe uma data bastante posterior ao Exílio, mas anterior ao começo do século II a.C., quando Ben Sirac se servi deste livrinho; com efeito, a paleografia situa pelo ano de 150 a.C. certos fragmentos de Eclesiastes encontrados nas grutas de Qumrã. O século III é, pois a data de composição mais verossímil. É o período em que a Palestina, submetia aos Ptolomeus, é atingida pela corrente humanista, sem conhecer ainda o despertar da fé da esperança que ocorreu no tempo dos Macabeus.

O livro não representa mais do que um momento no progresso religioso e não deve ser julgado abstraindo daquilo que o precedeu e do que o seguirá. Sublinhando a insuficiência das concepções antigas e forçando os espíritos a enfrentar os enigmas humanos, abre caminho para uma revelação mais alta. Dá uma lição de desapego dos bens terrestres e, negando a felicidade dos ricos, prepara o mundo para entender que "bem-aventurado são os pobres" (Lc 6.20)

O livro de Eclesiastes trás à tona as grandes questões filosóficas morais, éticas e existenciais. Questões teológicas, como: a prosperidade dos ímpios, a morte comum a todos, materialismo, fatalismo, pessimismo, dúvidas quanto à eternidade, vida no além e até sobre o juízo final. O livro observa simplesmente a vida e tira suas conseqüências lógicas. A vida "debaixo do sol", tal como o homem a vê ao redor de si. Reflexões soltas do autor, sem impor idéias pré-concebidas. Por isso dificil para nós hoje, não habituados a esse tipo de reflexão despretensiosa. Geralmente não lembramos que são as dúvidas e os questionamentos que nos levam às grandes conclusões e respostas e que com isso crescemos.

A vida, se é sem Deus, é inútil, absurda, sem objetivo, vazia, uma realidade triste. Essa talvez seja a grande conclusão a que chegamos das reflexões de Eclesiastes. Se o é, de fato, então maravilhosamente denuncia um grito parado no homem, por um Deus-Salvador. É o propósito de concluir que "vaidade de vaidade, tudo é vaidade (1.2). Para chegar a isso, basta arrolar as próprias conclusões do pregador-filósofo. Ela parece dizer que a vida não é bela, o trabalho é uma mesmice, o prazer a um ponto já não satisfaz, a sabedoria de vida é aniquilada pela morte. Soma os prós e os contras da vida humana e vê que é melhor morrer! Desilusão! Frustração! Sê realista, se a vida é apenas isso, toma-a pelo que ela vale, nada mais!", parece dizer o livro. Ou isso reflete a vida desviada de Salomão e de como um homem pode se tornar vazio de Deus, ou, não é cinismo nem desespero, mas sim a prova da necessidade de Deus em todos os segmentos da vida humana. Se é a vida do rei aqui retratada, para nós hoje, serve essa lição, que a confiança, o temor e a quietude de espírito em Deus é o verdadeiro proveito. Desde o matrimônio, a vida familiar, o alimento, o descanso do trabalho, os amigos, até as vicissitudes, Deus é a fonte de energia e prazer.

Assim, o autor aconselha a que se viva a vida, não como os epicureus, no "comamos, bebamos, porque amanhã morreremos", mas como um sábio hebreu, no "temor do Senhor". "Sei que tudo que Deus faz durará eternamente, nada se lhe pode acrescentar e na lhe tirar (3.14).

Dedico este pequeno trabalho para a minha mulher e para a Dra.Mariana de Ubatuba, uma pessoa ilustre.

Site criado por Ernesto Zambon com informações tiradas da internet apenas com o objetivo de divulgar Eclesiastes.